Pastoral do Dízimo

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Mês da Bíblia!

Campanha Missionária 2017!

CNBB divulga mensagem aos brasileiros para as celebrações do dia 7 de setembro

A conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta sexta-feira (01), mensagem para o dia 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil. No documento, a entidade encoraja as pessoas de boa vontade a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro, propondo “a vida em primeiro lugar”. A instituição convida as comunidades a se unirem ao movimento O “Grito dos Excluídos” e, nesta data também, o Conselho Permanente da CNBB sugere as comunidades rezem juntos pela realidade brasileira no O Dia de Oração e Jejum pelo Brasil.
Leia a mensagem na íntegra:
MENSAGEM DA CNBB
VIDA EM PRIMEIRO LUGAR
O “Grito dos Excluídos” nasceu com o objetivo de responder aos desafios levantados por ocasião da 2ª Semana Social Brasileira, realizada em 1994, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”, e aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade em 1995, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”. O Grito, realizado no dia 7 de setembro, com suas várias modalidades, é construído com a participação das comunidades cristãs, movimentos, pastorais sociais e organizações da sociedade civil, tem, em 2017, como tema: “Vida em primeiro lugar”, e como lema: “Por direito e democracia, a luta é de todo dia”.
A sociedade brasileira está cada vez mais perplexa, diante da profunda crise ética que tem levado a decisões políticas e econômicas que, tomadas sem a participação da sociedade, implicam em perda de direitos, agravam situações de exclusão e penalizam o povo brasileiro pobre.
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, diante do grave e prolongado momento triste vivido no país, sugere às comunidades que, nesta data, sejam acrescentados dois elementos importantes da espiritualidade cristã, para acompanhar as reflexões e as ações sobre a realidade brasileira: UM DIA DE JEJUM E DE ORAÇÃO PELO BRASIL.
Encorajamos, mais uma vez, as pessoas de boa vontade, particularmente em nossas comunidades, a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro, propondo “a vida em primeiro lugar”.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, acompanhe o povo brasileiro com sua materna intercessão!
Brasília, 31 de agosto de 2017
Cardeal Dom Sérgio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB
230º JUBILEU DO SENHOR BOM JESUS DE MATOSINHOS
13 A 24 Junho de 2017 – Conceição do Mato Dentro – MG
“Com a Virgem da Conceição, sigamos o Bom Jesus!”

13 de Junho – Terça feira
Dia de Santo Antônio Patrono dos pregadores do Jubileu
12h Abertura do Jubileu com a solene Bênção do Santíssimo Sacramento, consagração ao Bom Jesus, toque de sinos, fogos e música no Santuário.
18h Procissão com as imagens de Santo Antônio e Nossa Senhora da Conceição, saindo do Rosário.
19h Missa no Santuário.
20h Benção e distribuição do pão de Santo Antônio.

14 de Junho – Quarta feira
05h Consagração ao Bom Jesus
05h30 Missa
08 às 11h Confissões na casa dos Romeiros
10h Missa – Jubileu das crianças e das escolas – Participação do Ceform, da APAE e escolas da cidade.
14 às 17h Confissões na Casa dos Romeiros
19h Missa
20h30m  Novena do Senhor Bom Jesus

15 de Junho – Quinta Feira – Corpus Christi
05h Consagração ao Bom Jesus
05h30 Missa
08h Missa solene, seguida de procissão do Santíssimo em torno do santuário.
08h às 11h Confissões na Casa dos Romeiros
10h Missa
14 às 17h Confissões na Casa dos Romeiros
15h Momento Mariano
17h Tenda da Palavra
19h Missa solene com procissão do Santíssimo no entorno do Santuário

16 de Junho – Sexta Feira
05h Consagração ao Bom Jesus
05h30 Missa
08h Missa
08 às 11h Confissões na Casa dos Romeiros
10h Missa
14 às 17h Confissões na Casa dos Romeiros
15h Momento Mariano
16h Tenda da Palavra
19h Missa
20h30m Novena do Senhor Bom Jesus

17 de Junho – Sábado
05h Consagração ao Bom Jesus
05h30 Missa
08h Missa
 08 às 11h Confissões na Casa dos Romeiros
10h Missa
14h Bênção da Cavalgada do Jubileu
15 às 17h Confissões na Casa dos Romeiros
17h Momento Mariano
17hTenda da Palavra
19h Missa
20h30m  Novena do Senhor Bom Jesus
21h30m Quadrilha da Família no adro do santuário – ECC

18 de Junho – Domingo
05h Consagração ao Bom Jesus
05h30 Missa
6:30 Caminhada da Juventude e dos crismandos
07h às 11h Confissões na Casa dos Romeiros
8h Missa – Jubileu da Juventude e da Crisma
10h Missa – Solene instituição do Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão.
14h Louvor da Juventude ao Bom Jesus
14h às 17h Confissões na Casa dos Romeiros
15h Momento Mariano
 16h Missa
16h Tenda da Palavra
19h Missa
20h30m Novena do Senhor Bom Jesus

 19 Junho – Segunda Feira
05h Consagração ao Bom Jesus
05h30 Missa
09h Tenda da Palavra
08h às 11h Confissões na Casa dos Romeiros
10h Missa
14 às 17h Confissões na Casa dos Romeiros
15h Momento Mariano
19h Missa
20h30m Novena do Senhor Bom Jesus

20 de Junho – Terça feira
05h Consagração ao Bom Jesus
 05h30 Missa
07h Preparação para as Confissões
07:30 às 11h Confissões na Casa dos Romeiros
09h Tenda da Palavra
10h Missa
14h Preparação para as Confissões na Casa dos Romeiros
14:30 às 17h Confissões na Casa dos Romeiros
15h Momento Mariano
16h Jubileu dos Enfermos – Missa com a sagrada unção.
19h Missa
20h30m  Novena do Senhor Bom Jesus

21 de Junho – Quarta feira
05h Consagração ao Bom Jesus
05h30 Missa
07h Preparação para as Confissões na Casa dos Romeiros
07:30 às 11h Confissões na Casa dos Romeiros
09h Tenda da Palavra
10h Missa
14h Preparação para as Confissões na Casa dos Romeiros
14:30 às 17h Confissões na Casa dos Romeiros (Todos os padres)
15h Momento Mariano
16h Tenda da Palavra
19h Missa
20h30m Novena do Senhor Bom Jesus

22 de Junho – Quinta Feira
05h Consagração ao Bom Jesus
05h30 Missa
07h Preparação para as Confissões na Casa dos Romeiros
07:30 às 11h Confissões na Casa dos Romeiros (Todos os padres)
08h Missa
09h Tenda da Palavra
10h Missa
14h Preparação para as Confissões na Casa dos Romeiros
14:30 às 17h Confissões na Casa dos Romeiros
15h Momento Mariano
18h Procissão com as imagens de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos Passos
(As mulheres iniciam a procissão saindo da igreja Matriz, os homens aguardam na igreja do Rosário, seguindo para o Santuário
19h Missa
20h30m Novena do Senhor Bom Jesus

23 de Junho – Sexta Feira
05h Consagração ao Bom Jesus
05h30 Missa
07h Caminhada das mulheres, saindo da igreja do Rosário para o Santuário
07h Preparação para as Confissões
7h30 às 11h Confissões na casa dos Romeiros (Todos os padres)
08h Missa
09h Tenda da Palavra
10h Missa
14h Preparação para as Confissões
14h30 às 17h Confissões na Casa dos Romeiros (Todos os padres)
15h Entrevista com os romeiros (Pe. Adão)
15h Momento Mariano
16h Missa
18h Solene Coroação de Nossa Senhora
19h Missa
20h30m Novena do Senhor Bom Jesus

24/06 – Sábado
05h Consagração
05h30 Missa
6h Preparação para as Confissões na Casa dos Romeiros
6h30 às 11h Confissões na Casa dos Romeiros (Todos os padres)
07h Caminhada Penitencial dos homens, saindo da igreja do Rosário para o Santuário com a Imagem do Bom Jesus
08h Missa
10h Missa
11h Entrevista com os Romeiros (Pe. Adão)
13h Missa
16h Missa com todos os padres, presidida por dom Jeremias Antônio de Jesus
18h Encerramento do Jubileu: Solene Procissão do Santíssimo da igreja Matriz para o Santuário
20h Bênção do Santíssimo Sacramento – Bênção e Indulgência Papal, Bênção dos objetos de devoção

“A Paz esteja convosco”

32ª Semana do Migrante busca conquistar direitos para refugiados e migrantes no Brasil

De 18 a 25 de junho, a Igreja no Brasil celebra a 32ª Semana do Migrante, com o tema: “Migração, biomas e bem viver”. O objetivo da semana, segundo o bispo referencial da Pastoral dos Refugiados, dom José Luiz Ferreira Salles, é  anunciar, denunciar, refletir e construir uma nova relação do ser humano com a Mãe Terra.
A semana, inspirada pelo lema da Campanha da Fraternidade deste ano, propõe uma perspectiva de mudança de mentalidade e comportamento. “Queremos celebrar a vida que teimosamente não se deixa matar e nem aceita ser destruída por nenhuma força que se proclama dona de sua existência, porque acredita que o Deus Criador já venceu e já declarou sua vitória sobre a morte, o pecado e o mal”, disse o bispo.
A 32ª Semana do Migrante é articulada pelo Serviço Pastoral do Migrante (SPM), vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), sempre fazendo uma relação com as campanhas da fraternidade em curso. O SPM elaborou vários materiais (texto base, roteiro de celebração, círculos bíblicos, entre outros) para subsidiar as comunidades e paróquias no aprofundamento da temática dos migrantes.
 Lei de Migração
Um tema central para o bispo referencial da Pastoral dos Refugiados, é a sanção da nova Lei de Migração, Lei 13.445/2017, publicada no Diário Oficial da União no dia 25 de maio. “O Brasil, até os dias atuais, ainda tinha uma legislação do tempo da ditadura para tratar dos procedimentos relativos à migração.  A sanção da lei causou um misto de alegria e frustração em meio aos que se mobilizaram em torno da sua aprovação”.
Segundo o bispo, 20 vetos foram feitos pelo presidente Michel Temer em relação ao texto aprovado pelo Congresso, ignorando as discussões ocorridas junto à sociedade civil e cedendo à pressão de setores mais conservadores do governo. Entre os vetos mais sentidos, para dom José Luiz, está o veto à anistia a migrantes indocumentados, a livre circulação de povos indígenas nas terras tradicionalmente ocupadas em regiões de fronteira. Saiba mais sobre a nova lei:
http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/05/25/nova-lei-de-migracao-e-sancionada-com-vetos.

Papel da Igreja
A migração, segundo o bispo, tem forte relação com a crise que  concentra as riquezas e exclui os trabalhadores do campo e da cidade. “Não é apenas uma crise humanitária, como sugere a mídia, mas uma exclusão em massa de milhões de seres humanos, anulando direitos e destruindo o planeta”, disse o bispo.
A semana buscará, por meio dos processos que realiza, lutar para o fim da dissolução das fronteiras e das barreiras identitárias, xenófobas, regionalistas e nacionalistas.  A Igreja, com sua missão evangelizadora, profética e missionária, atua em pelo menos três frentes quanto à migração.
Primeiro na acolhida – O que supõe receber e dar abrigo inicial, identificando as necessidades materiais e documentais, ajudando os migrantes a alcançar seus sonhos e direitos; Segundo, busca contribuir para o protagonismo dos migrantes, apontando caminhos de denúncia de injustiças, de viabilidades de integração social e de vivenciarem suas culturas e religiões; e por fim, procura construir processos com entidades e com os próprios migrantes/refugiados que lutam no mesmo sentido, na busca da justiça e dos direitos.
Agência da ONU para Refugiados (ACNUR)
A partir do próximo sábado (17 de junho), o ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) e seus parceiros promovem uma extensa agenda de eventos em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro para celebrar o Dia Mundial do Refugiado – comemorado em todo o mundo no dia 20 de junho.  Feiras culturais, mostras de cinema, seminários e a divulgação do relatório “Tendências Globais – Deslocamentos Forçados em 2016” integram a programação nestas três cidades. Para mais informações, acessar: http://www.unhcr.org/withrefugees

Ano Mariano: três passos para vivencia - lo

Monumento em homenagem aos 300 anos,
inaugurado pelo Cardeal Sérgio da Rocha, na sede da CNBB
O Ano Mariano instituído pela CNBB começou em 12 de outubro de 2016 e segue até 12 de outubro de 2017 em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Segundo o presidente da CNBB, cardeal Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF), três passos são essenciais para viver de forma plena o Ano Mariano.

Primeiro Passo:  é recordar a história de Nossa Senhora agradecendo a Deus.
“Nós recordamos com louvor a Deus com gratidão os 300 anos, então isso é motivo de Ação de Graças, motivo de louvor de uma recordação alegre e agradecida”, colocou.
Segundo Passo:  é celebra;  Dom Sérgio reforça que o Ano Mariano é um momento de crescer como discípulo de Jesus através de Maria.
“Celebrar, louvando a Deus pela presença de Nossa Senhora no ontem, no hoje da história do nosso povo. Nossa Senhora tão querida, Nossa Mãe e a ela nós voltamos o nosso coração nesse Ano Mariano para junto com ela aprender a seguir Jesus Cristo, ser discípulo, discípula. É um ano para crescer no discipulado, isto é, com Maria, nós vamos crescendo como seguidores de Jesus Cristo, seguindo seu exemplo, seus testemunho e confiando na sua intercessão”, afirma.
Terceiro Passo:  é viver seguindo os exemplos de Maria.
“Esse é um ano também para se viver, ou seja, vivenciar a própria liturgia, o louvor a Deus no dia-a-dia da vida, imitando Nossa Senhora, sua atitude de louvor, Ela que rezou, que cantou e que nos ensina a fazer o mesmo, também a sua atitude de caridade, de misericórdia para com quem mais necessitava, como fez com Isabel e nas Bodas de Caná. Sua compaixão na hora da Cruz, Ela unida a Jesus. Então nós imitamos Nossa Senhora, permanecemos unidos a Jesus, mas também servindo os irmãos que mais necessitam”, indicou.
Em carta enviada aos bispos de todo o Brasil, a presidência da CNBB considera a celebração dos 300 anos “uma grande ação de graças”.



Os bispos conclamam as comunidades a se manifestarem publicamente em defesa da vida
Nesta quinta-feira, 01 de dezembro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta nota oficial na qual reafirma a posição da Igreja de “defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.
Os bispos reafirmam também “incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”.


Leia a Nota:

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA
“Propus a vida e a morte; escolhe, pois, a vida ” (cf. Dt. 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput).
A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF.
Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto.
Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.
Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

Brasília, 1º de dezembro de 2016.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador-BA
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

Tempo do Advento Ano A



O Tempo do Advento é o ponto de partida do Ano Litúrgico: a espera do Messias. Os fiéis se preparam pela conversão para a celebração dessa vinda: “Revestido de nossa fragilidade, ele veio a primeira vez… revestido de sua glória, ele virá uma segunda vez” (Prefácio do Advento I).

ANO A
O novo povo de Deus
O ano A leva, no conjunto, a marca do evangelista Mateus. Este evangelho foi redigido, provavelmente, depois da destruição do templo em 70 d.C., com o intuito de oferecer às comunidades judeu-cristãs da região siro-palestinense uma didaqué, instrução da fé, para sustentar sua vocação a serem o novo Israel. Acentua a figura de Jesus como Mestre, que nos faz conhecer a vontade de Deus como Pai dele e Pai nosso, além da dimensão comunitária e eclesial do Reino e da vida cristã.

1. Tempo do Advento

No Advento, primeira fase do período natalino, destacam-se as “utopias messiânicas” de Is (caps. 2, 11 e 35), relacionadas com a esperança da justiça que vem de Deus, não do jogo oportunista do poder. Os evangelhos, tomados de Mt, têm como teor fundamental essa justiça que vem de Deus e que se realiza no projeto divino de salvação, inaugurado nos tempos antigos e atestado pelas Escrituras, bem como na atuação ética do homem, guiada pela vontade de Deus. Assim, as primeiras leituras (tomadas de Is) aparecem como projeção escatológica daquilo que deve acontecer no homem mediante a conversão (cf. sobretudo o 2° dom.). Da interação de “utopia” e conversão brotam a alegria e a esperança por causa da vinda do Cristo (3° dom.). No 4° domingo, ponto culminante, tanto a leitura de Is quanto o correspondente evangelho de Mt apontam para uma salvação personalizada: a salvação que vem de Deus não é uma utopia “em geral”, mas a própria presença de Deus, manifestada em seu Filho e envolvendo os que pela conversão a ele aderem. Esta primeira fase do ciclo natalino se estica assim entre Is e Mt: leva-nos a celebrar, com Mt, o cumprimento da esperança messiânica expressa em Is. Culmina na figura do Emanuel, Deus-conosco, que nos traz a justiça de Deus e exige nossa participação na mesma (Is 7,10ss; Mt 1,18ss).

(1) Konings, J., Liturgia Dominical, Vozes, Petrópolis, 2004, p.351

(2) Idem.

A COROA DO ADVENTO

A Coroa de Advento
Desde a sua origem a Coroa de Advento possui um sentido especificamente religioso e cristão: anunciar a chegada do Natal sobretudo às crianças, preparar-se para a celebração do Santo Natal, suscitar a oração em comum, mostrar que Jesus Cristo é a verdadeira luz, o Deus da Vida que nasce para a vida do mundo. O lugar mais natural para o seu uso é família.

Além da coroa como tal com as velas, é uso antigo pendurar uma coroa (guirlanda), neste caso sem velas, na porta da casa. Em geral laços vermelhos substituem as velas indicando os quatro pontos cardeais. Entrou também nas igrejas em formas e lugares diferentes, em geral junto ao ambão. Cada domingo do Advento se acende uma vela. Hoje está presente em escolas, hotéis, casas de comércio, nas ruas e nas praças. Tornou-se mesmo enfeite natalino. Já não se pode pensar em tempo de Advento sem a coroa com suas quatro velas.

Simbolismo da Coroa de Advento
Pelo fato de se tratar de uma linguagem simbólica, a Coroa de Advento e seus elementos podem ser interpretados de diversas formas. Desde a sua origem ela possui um forte apelo de compromisso social, de promoção das pessoas pobres e marginalizadas. Trata-se de acolher e cuidar da vida onde quer que ela esteja ameaçada. Podemos dizer que a Coroa de Advento constitui um hino à natureza que se renova, à luz que vence as trevas, um hino a Cristo, a verdadeira luz, que vem para vencer as trevas do mal e da morte. É, sobretudo, um hino à vida que brota da verdadeira Vida.

A mensagem da Coroa de Advento é percebida a partir do simbolismo de cada um de seus elementos.

O CÍRCULO
A coroa tem a forma de círculo, símbolo da eternidade, da unidade, do tempo que não tem início nem fim, de Cristo, Senhor do tempo e da história. O círculo indica o sol no seu ciclo anual, sua plenitude sem jamais se esgotar, gerando a vida. Para os cristãos este sol é símbolo de Cristo.

Desde a Antigüidade, a coroa é símbolo de vitória e do prêmio pela vitória. Lembremos a coroa de louros, a coroa de ramos de oliveira, com a qual são coroados os atletas vitoriosos nos jogos olímpicos.

OS RAMOS VERDES
Os ramos verdes que enfeitam o círculo constumam ser de abeto ou de pinus, de ciprestes. É símbolo nórdico. Não perdem as folhas no inverno. É, pois, sinal de persistência, de esperança, de imortalidade, de vitória sobre a morte.

Para nós no Brasil este elemento é um tanto artificial e, por isso, problemático, menos significativo, visto que celebramos o Natal no início do verão e com isso não vivenciamos esta mudança da renovação da natureza. Por isso, a tendência de se substituir o verde por outros elementos ornamentais do círculo: frutos da terra, sementes, flores, raízes, nozes, espigas de trigo.

Para ornar a coroa usam-se também laços de fitas vermelhas ou rosas, símbolo do amor de Jesus Cristo que se torna homem, símbolo da sua vitória sobre a morte através da sua entrega por amor.

Deste modo, nas guirlandas penduradas nas portas das casas, os laços ocupam o lugar das velas.

Lembram os pontos cardeais, a cruz de Cristo, que irradia a luz da salvação ao mundo inteiro.


AS VELAS
As quatro velas indicam as quatro semanas do Tempo do Advento, as quatro fases da História da Salvação preparando a vinda do Salvador, os quatro pontos cardeais, a Cruz de Cristo, o Sol da salvação, que ilumina o mundo envolto em trevas. O ato de acender gradativamente as velas significa a progressiva aproximação do Nascimento de Jesus, a progressiva vitória da luz sobre as trevas.Originariamente, a velas eram três de cor roxa e uma de cor rosa, as cores dos domingos do Advento.

O roxo, para indicar a penitência, a conversão a Deus e o rosa como sinal de alegria pelo próximo nascimento de Jesus, usada no 3º domingo do Advento, chamado de Domingo “Gaudete” (Alegrai-vos).

Existem diferentes tradições sobre os significados das velas. Uma bastante difundida:

A primeira vela é do profeta;
A segunda vela é de Belém;
A terceira vela é dos pastores;
A quarta vela é dos anjos.
Outra tradição vê nas quatro velas as grandes fases da História da Salvação até a chegada de Cristo. Assim:

A primeira é a vela do perdão concedido a Adão e Eva, que de mortais se tornarão seres viventes em Deus;
A segunda é a vela da fé dos patriarcas que crêem na promessa da Terra Prometida;
A terceira é a vela da alegria de Davi pela sua descendência;
A quarta é a vela do ensinamento dos profetas que anunciam a justiça e a paz.
Nesta perspectiva podemos ver nas quatro velas as vindas ou visitas de Deus na história, preparando sua visita ou vinda definitiva no seu Filho Encarnado, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo:

O tempo da criação: de Adão e Eva até Noé;
O tempo dos patriarcas;
O tempo dos reis;
O tempo dos profetas.



(6) BECKHÄUSER, Frei Alberto, Coroa de Advento – história, simbolismo e celebrações, Vozes, 2006.

Solenidade de todos os Santos

Há poucos dias tivemos o feriado nacional de Finados, dia de comemoração dos fiéis falecidos. Fizemos a memória dos nossos entes queridos que já partiram para a casa do Pai. Em razão de nossa fé cristã, cremos que a morte não é o fim de todas as coisas. Ao contrário, vivemos na esperança da ressurreição em Cristo. A Liturgia daquele dia fortaleceu a nossa fé na ressurreição. Nela ouvimos que “Em Cristo brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. Para os que crêem em Cristo a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível”. À luz desta nossa fé meditamos sobre o mistério da morte. Tivemos também a oportunidade de refletir sobre o sentido do viver e do morrer, de fazer a saudosa memória dos nossos entes falecidos, mas vivos em Deus, e de animar-nos na esperança de um dia participar com eles da glória em Cristo Jesus. Como é ponto doutrinal pacífico entre nós, católicos, “a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos (...) e ‘já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados’ (2Mc 12,46), também ofereceu sufrágios em favor deles. A nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz a sua intercessão por nós” (Catecismo, 958).   
Cristo é o vencedor da morte e o garantidor de que após a nossa morte ressuscitaremos e viveremos para sempre. Consequentemente, contemplando o mistério pascal de Cristo, vemos afastar para longe o estigma do fim fatídico e desesperador da morte como se tudo tivesse acabado, e temos presente os motivos suficientes para permanecermos firmes na alegre esperança da vida plena e eterna com Deus e junto aos santos e santas do céu. 
Pois, hoje, a Igreja celebra a solenidade de Todos os Santos e Santas. Segundo a Bíblia são os justos que estão nas mãos do Senhor porque em vida foram provados e julgados dignos, confiaram no Senhor e perseveraram no amor, tendo sido dado como a eleitos a graça e a misericórdia de Deus (cf. Sb 3, 1-9). De acordo com o Apocalipse são os que tinham sido marcados com o sinal de servos de Deus e a multidão imensa de gente de todas as nações, povos e línguas que ninguém era capaz de contar e que trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão e que proclamavam diante de Senhor: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro (Ap 7, 4-10). Mais precisamente conforme o Evangelho da Missa de hoje - Mt 5, 1-12a) - é a multidão dos que viveram segundo o espírito das bem-aventuranças, no amor de Deus e na prática do amor ao próximo, produzindo os frutos das obras de misericórdia. O santos não são apenas os heróis canonizados pela Igreja, mas todos os que corresponderam ao plano de Deus e lutaram para viver segundo a sua vontade; por isso, vivendo como filhos e filhas de Deus e deixando-se revestir com a sua santidade, trazem na mão a palma da vitória. 
A Igreja nos convida, especialmente na Liturgia, a render ação de graças ao Senhor, festejando a cidade do céu, a Jerusalém celeste, onde os santos e santas cantam eternamente a glória de Deus. Convida-nos também a contemplar alegremente a memória e o exemplo de todos eles para imitá-los seguindo-os no caminho do bem e a invocar a sua intercessão em nosso favor enquanto peregrinamos aqui e agora rumo à pátria celeste. 
Na oração do “Creio”, proclamamos também esta fé: “Creio na “Comunhão dos Santos”. Aprendemos na Catequese que a comunhão dos santos é precisamente a assembleia de todos os santos, isto é, a Igreja. O Catecismo nos ensina a rezar, dizendo: “Cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo, dos que são peregrinos na terra, dos defuntos que estão terminando a sua purificação, dos bem-aventurados do céu, formando todos juntos uma só Igreja, e cremos que nesta comunhão o amor misericordioso de Deus e dos seus santos está sempre à escuta das nossas orações” (Catecismo, 962, do “Credo do Povo de Deus”). O n. 961 explica que, “em Cristo que morreu por todos, as pessoas santas se inter-relacionam de tal sorte que aquilo que cada um faz ou sofre em Cristo e por Ele produz fruto para todos”. Por isso, vivemos na inter-comunhão de orações entre nós na terra e entre nós os da terra e os do céu. 
Alegremo-nos, pois, dando graças a Deus pelos bem-aventurados nos quais a graça de Deus produziu abundantes frutos de bem e de vida, e supliquemos a Deus por intercessão dessa multidão de santos e santas, a graça de seguirmos, alegres e encorajados, a mesma trilha da bem-aventurada felicidade de servir e amar. 

Dom Caetano Ferrari, OFM

Bispo de Bauru (SP)

É possível ser Santo?

É possível ser Santo?
Com frequência a Igreja oferece aos fiéis e a todo o mundo a figura do santo! Homens e mulheres de idades diversas e diferentes estados de vida viveram com heroísmo o Evangelho e se tornaram pontos de referência, como sinais privilegiados para suas respectivas épocas e para as gerações que se seguem. Seus feitos, suas palavras e seus nomes permanecem como imagens gravadas com fogo na história da humanidade. Sabemos que mesmo nações de tradição diferente do cristianismo se orgulham dos santos e santas que nelas deixaram suas marcas, especialmente os rastros da caridade vivida, já que um dos sinais de santidade é justamente o amor universal e desprendido, sem preconceitos ou discriminações.
Basta recordar a recente canonização da Santa Madre Teresa de Calcutá. E o nosso tempo tem sido rico de santidade, como homens e mulheres conhecidos diretamente pela nossa geração. São João Paulo II percorreu o mundo, visitou nosso país, comeu à nossa mesa, abraçou nossas crianças! E é santo! Ele mesmo, aqui no Brasil, afirmou categoricamente que nosso país precisa de muitos santos. Daí a pergunta, numa época de propaganda da maldade e da impureza, de banalização da verdade, corrupção dos costumes e tantas outras mazelas, é possível ser santo? Parece que a resposta deve ser dada por nós, cada um no confronto com os ideais assumidos em sua própria história.
Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo de Belém do Pará

DNJ em Materlândia

Materlândia amanheceu festiva neste domingo, dia 30 de outubro. Um grande número de jovens esteve presente na cidade para celebrar o DNJ. Caravanas de diversas paróquias da Diocese de Guanhães marcaram presença. A cidade despertou com a algazarra produzida pela juventude diocesana.

O dia amanheceu chuvoso, o que minou a expectativa pelo comparecimento dos jovens. Mas, nem a chuva fina que caiu durante todo o dia tirou sua animação. Comandada por Pe. Dilton e Fernando Araújo, da Rádio Vida Nova, a festa começou às oito horas da manhã e só acabou às cinco da tarde.

Tivemos a presença de Dom Jeremias e alguns padres e seminaristas da diocese. Celebramos a Santa Missa, animada pelo ministério de música Filhos de Maria, de Itabira. Depois da missa, houve a tradicional caminhada do DNJ, onde a juventude mostrou toda sua força e animação, celebrando a alegria do encontro, pelas ruas de Materlândia.

Depois do almoço, a partir de duas da tarde, a festa continuou animada. Algumas paróquias fizeram apresentações falando sobre o tema do DNJ 2016: juventude e nossa casa comum. As apresentações foram através música, dança, teatro e poema, tudo feito com muito amor e alegria pelos próprios jovens. Também contamos com a animação do ministério de música Kairós de São João Evangelista, que intercalou as apresentações dando um show de alegria, vitalidade, oração, com muito estilo e competência.

Até no último momento, os jovens mantiveram o pique alto. A música da juventude ressoa em nossos coração tão alto e tão bonito que parece que Deus é jovem. Fica a saudade deste momento tão bonito e a expectativa de em 2017, refazermos esta festa em Peçanha, a próxima paróquia a sediar o DNJ.


Pe José Adriano Barbosa - Administrador Paroquial

Mais fotos aqui: https://www.facebook.com/paroquiadematerlandia/?ref=ts&fref=ts

Papa Francisco envia mensagem ao Santuário Nacional sobre a Semana da Criança.

O Papa Francisco enviou uma carta com uma mensagem ao Santuário Nacional pela realização da Semana da Criança sobre o combate ao trabalho infantil.
Na carta lida hoje (12) durante a Santa Missa das 9h pelo Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida/SP, a mensagem do Santo Padre pede que cuidemos das crianças e que a partir da realidade vivida pelos pequenos é possível compreender a vida da família, da sociedade e do mundo.
"Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a família é sadia, a sociedade melhora, o mundo é mais humano", afirmou.

Confira a carta na íntegra enviada pelo Papa Francisco ao Santuário Nacional por ocasião da Semana da Criança.

"Juventude e Nossa Casa Comum" é o tema do DNJ 2016

“Juventude e Nossa Casa Comum” é o tema da 30ª edição do Dia Nacional da Juventude (DNJ), a ser celebrado no último domingo do mês de outubro, dia 30. Este ano, o evento busca inspiração na Encíclica Laudato Si, do papa Francisco a partir do lema “Vou criar novo céu e nova terra”. 
De acordo com o bispo de Caruaru, no Pernambuco, e membro da Comissão Episcopal Pastoral da Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Bernardino Marchió, o DNJ não só acolheu a Encíclica do papa como também teve como base a Campanha da Fraternidade 2016.
Para ele, o DNJ conscientiza os jovens do Brasil a terem responsabilidade com a Casa Comum. “O mundo que os jovens sonham é o mundo que eles devem construir hoje. Eles não podem esperar daqui a 30 anos, porque depois tudo isso que nós temos nas mãos pode se acabar, pode ser destruído, então é nossa responsabilidade. Todos nós temos que colaborar e participar”, afirma o bispo. Dom Bernardino convida, ainda, os jovens a participarem da iniciativa. “O meu convite é que participem em todas as dioceses dessa iniciativa e procurem cada vez mais cuidar da harmonia, da natureza e da beleza das coisas que Deus nos deu”, finaliza. 
Para auxiliar as comunidades, paróquias e dioceses, a Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibiliza livretos e cartazes, elaborados e impressos pelo Centro de Cursos de Capacitação da Juventude (CCJ) para downloads. 
Além disso, também é possível ter acesso ao suplemento formativo. Atendendo ao pedido do papa Francisco de ser 'uma Igreja em saída', o material sugere ações concretas para os jovens, como o plantio de árvores e coleta seletiva do lixo. Outro tema abordado é a festa dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba do Sul. 

Outras ações

Apesar do DNJ ser comemorado este ano, no último domingo do mês de outubro, em diversas paróquias e dioceses o momento já conta com programações agendadas. Fique atento ao site da sua diocese e confira a agenda dos próximos encontros.
Acesse o site dos Jovens Conectados e baixe os subsídios do DNJ.